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Versão 3 – Funchal (2026)

Residência em curso (maio e junho)

Esta versão é desenvolvida no Funchal (Ilha da Madeira), a partir de uma residência artística entre maio e junho de 2026, no âmbito da Bolsa de Criação Artística, atribuída pela Câmara Municipal do Funchal em 2025. Nesse período, com Liberano residindo na cidade, o trabalho se constrói através de caminhadas e encontros com moradoras, em atenção às relações que se estabelecem com o território.

A partir dessas conversas, Liberano desenvolve uma criação literária que não se orienta pelo registro do vivido, mas pela construção de uma resposta às dependências que atravessam tanto as relações humanas quanto aquelas entre humanos e o ambiente. Durante a residência, através do Instagram e mailing do Platô, Liberano partilhará fragmentos do processo criativo.

Esta versão será concluída com uma leitura pública realizada por Liberano no dia 26 de junho de 2026, às 19h, no Estúdio de Criação Artística, no Funchal.

Declaração de Dependência (DdD)

Um projeto em versões

Declaração de Dependência (DdD) surge como a primeira realização artística do Platô, iniciada em meados de 2022, quando Diogo Liberano sente a necessidade de criar um projeto que não se resuma a uma única manifestação e que possa assumir diferentes formas artísticas.

Acontecimento e consistência do encontro

Com DdD, a aposta se desloca para o processo criativo. Trata-se, a cada momento, de olhar para as condições específicas de um determinado contexto e, a partir delas, construir uma resposta artística. Nesse sentido, as versões não operam como continuidade, mas como respostas situadas. Cada uma se constrói a partir das condições que a tornam possível e se afirma como uma criação que, mesmo vinculada ao contexto de seu surgimento, já se configura como uma realização em si.

 

Ao investir em versões que podem se dar como uma leitura feita coletivamente em uma única noite, uma performance ou um encontro pontual, o projeto também busca colocar em questão certas idealizações de permanência, escala e acúmulo.

 

Com DdD, interessa afirmar a temporalidade da criação no que ela tem de imediato e único: o acontecimento, a realização, o momento de partilha. Cada versão, assim, não responde a uma lógica de falta ou insuficiência, mas se sustenta naquilo que efetivamente faz acontecer, ou seja, na consistência de cada encontro.

 

 

 

Versão 2 – Diabetes mellitus (2024)

A segunda versão parte da diabetes mellitus, condição com a qual Diogo Liberano convive desde a infância, para investigar a relação entre o corpo diabético e o açúcar. Criada como performance, esta versão desloca a ideia de que “diabéticos não podem comer açúcar” e encena o que se produz a partir dessa recusa.

 

Ao tensionar a dependência entre pessoas diabéticas e o açúcar, o trabalho abre outras leituras sobre restrição, desejo e doçura, aproximando a condição clínica de uma dimensão afetiva. A performance estreou em 2024 na mala voadora, no Porto, e tem apresentações previstas no Brasil em 2026.

Saiba mais sobre DdD-V2 aqui​​​

 

 

Versão 1 – Bicentenário da independência (2022)

 

A primeira versão surge a partir de um convite do Teatro Nacional São João (TNSJ), para que Diogo Liberano participasse do evento Leituras no Mosteiro, no contexto das comemorações do bicentenário da independência do Brasil de Portugal.

 

Em resposta, Liberano escreve uma dramaturgia que foi lida coletivamente por cerca de 30 pessoas numa única noite: em 20 de dezembro de 2022, no Mosteiro de São Bento da Vitória, na cidade do Porto.

Esta versão foi construída em torno de vozes que atravessam questões de linguagem, poder e separação entre os dois países, tensionando a própria ideia de independência que a ocasião celebrava.​

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