
Fotografia de Diogo Liberano
Se existe uma indissociabilidade entre pesquisa, produção e pedagogia, o Platô nasce como prova disso e como uma proposição: é um projeto nutrido pelo interesse no estudo e movido pela partilha do aprendizado, ciente de que a pesquisa abre desafios ao fazer artístico, bem como a arte expande os horizontes que nos auxiliam na interpretação e interação com a nossa realidade social e política.
Diogo Liberano
Platô – Pesquisa e Produção
O Platô nasce do entrecruzamento de práticas indissociáveis na trajetória do artista, investigador e professor Diogo Liberano: a produção, a pesquisa e a pedagogia em arte. Por meio da formação de turmas para o estudo de tópicos diversos em arte e filosofia, almeja-se aprofundar a pesquisa e a criação nesses tópicos através de um plano pedagógico que preze pela autonomia das participantes e pelo aprimoramento de seus distintos modos de fazer.
De 2006 a 2011, Liberano graduou-se em Artes Cênicas: Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de 2015 a 2017 tornou-se Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena (PPGAC/UFRJ) e, de 2018 a 2022, concluiu o doutorado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PPGLCC/PUC-Rio).
Simultaneamente à formação acadêmica, ao fundar a companhia Teatro Inominável em 2008, cujas atividades seguiram até fins de 2021, Liberano investigou modos de criar teatro a partir de materiais filosóficos e processos colaborativos que valorizaram autorias diversas, fazendo da produção e criação artísticas maneiras de colocar em questão a realidade contemporânea.
Em 2014, após anos ministrando grupos de estudo em teatro, filosofia e arte da performance, Liberano se tornou professor da Faculdade CAL de Artes Cênicas, onde ministrou disciplinas de atuação teatral, encenação, história do teatro e literatura dramática por quase uma década. Em 2016, ministrou encontros do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI para o qual, em 2017, foi convidado a assumir a coordenação por quatro turmas (2017, 2018, 2019 e 2020-2021), orientando a formação de cerca de 60 autoras.
Desde o surgimento em 2020, para além das turmas (platôs), o Platô desenvolve outras atividades como as Orientações artísticas, com Liberano, e a criação de ações e performances artísticas, tais como aquelas no âmbito do projeto Declaração de Dependência.
De 2020 a 2021, numa parceria entre Liberano e a dramaturga Cecilia Ripoll, o Platô realizou gratuitamente o projeto Brasis por escrever, que reuniu autoras de todas as regiões do Brasil para o estudo e a criação de dramaturgias inéditas que abordassem questões da realidade contemporânea brasileira.
De 2023 a 2025, numa parceria com o dramaturgo Gustavo Colombini, o Platô editou a revista de crítica artística Esse texto, dedicada a escrever a leitura feita pela dupla de críticos de criações das artes performativas criadas e apresentadas em Portugal.
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