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Uma investigação sobre diabetes, açúcar e amor

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Nesta segunda versão do projeto Declaração de Dependência, o dramaturgo e performer Diogo Liberano aborda as relações entre a doença diabetes mellitus, o açúcar e o amor, unindo narrativas pessoais e novas formas de escrita cênica para questionar o impacto da frase “diabéticos não podem comer açúcar”.​

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​​Diabético desde os seis, o artista revisita histórias vividas de 1993 até hoje, propondo revisarmos certezas que, muitas vezes, já mortas, continuam a guiar nossas relações. ​​​​Em cena, três modos distintos de escrita:

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1) escrita em movimento, feita através de ações físicas, gestos e movimentos;

2) escrita em leitura, feita através da leitura de histórias previamente escritas pelo dramaturgo; e

3) escrita em direto, feita através de composições de movimento e textuais que são criadas de modo inédito e em relaçãoao público de cada noite.​

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Declaração de Dependência – Versão 2 contou com a coprodução da Bolsa de Criação Artistas Douro, atribuída pela mala voadora, com financiamento da Câmara Municipal do Porto, e com o apoio de instituições como o CAMPUS Paulo Cunha e Silva, o MEXE Associação Cultural e o Sporting Club de São Vitor.​

Registro em vídeo de Liberano ao encerrar o 15º ensaio, na sexta-feira, 23 de agosto de 2024, no CAMPUS Paulo Cunha e Silva.

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[...] Do ponto de vista dramatúrgico, a sua experiência de “dependência” – que, à partida, tem uma dimensão sobretudo autobiográfica – transcende a natureza confessional do discurso [...]. há que referir as qualidades de Liberano como performer. Ele tem um notável domínio técnico da representação e a sua personagem-de-si-mesmo tem a capacidade de colocar o público numa situação de forte empatia – uma empatia quase violenta. Apesar da sua evidente contemporaneidade, a performance comove-nos um pouco como um melodrama: o sofrimento é mostrado como modo de despertar no público uma experiência de humanidade.

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José Capela, codiretor artístico da mala voadora

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Foi uma surpresa que me acometeu de muitas formas e veio de encontro a muitas questões que estava a vivenciar naquela altura. Foi especialmente importante ter a oportunidade de ver o Diogo em cena libertando seu passado artisticamente, e o resultado dessa experiência foram dias melhoras com as minhas próprias questões que julgava incortonáveis. Realmente, o teatro pode dar desfechos que na vida são inviáveis. Muito obrigado por isto.

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Raykar Rocha, ator​

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Minha mãe descobriu lá pelos seus 40 anos de idade. Ela nunca conseguiu viver bem com a doença dela. [...] Assisti a sua peça no último sábado. [...] Eu não fazia ideia do tanto que é difícil! Depois da tua peça eu me desculpei com ela em prece. [...] O teu trabalho foi lindo. Foi comovente. Foi leve. Foi engraçado. Foi humano. Foi esclarecedor. Foi um presente pra mim. Obrigado Diogo.

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Tiago Colognese, consultor de software

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Amei. Já há muito que não assistia a um espetáculo assim, que me apanhou do início ao fim, tanto pelo texto tão bem escrito, poético e forte, como pela performance tão brilhante. Musica, cenário em plena harmonia. Muitos parabéns e felicidades.

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Maria Irene Rodrigues, técnica de análises clínicas

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Fotografias de Miguel F.

Equipe de criação

 

Dramaturgia e performance

Diogo Liberano

 

Dramaturgismo

Gustavo Colombini

 

Conceito visual

Jérémy Tomczak

 

Desenho de luz

Tomás Ribas

 

Direção musical e música original

Rodrigo Marçal

 

Orientação de movimento

Mayara Máximo

 

Participação em áudio

Lucilia Liberano

 

Cenotecnia

Ricardo Rabelo

 

Direção de produção

Maria Carvalho Vasquez

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Realização

Platô – Pesquisa e Produção

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Residência Zero (participantes)

Ana Luiza Rigueto, Andressa Hazboun e Jessica Di Chiara​​​​

 

 

 

​"[...] algo está sendo transformado agora."

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O projeto teve início em julho de 2024 com a Residência Zero, reunindo a equipa de criação e as participantes Ana Luiza Rigueto, Andressa Hazboun e Jessica Di Chiara. Em cinco encontros online, foram levantadas questões fundamentais para dar início ao trabalho.

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Em agosto, Liberano iniciou a criação da dramaturgia, física e textualmente, abrindo novas relações entre imaginações, memórias e a própria dimensão atual da sala de ensaio. Em setembro, na Residência Um, junto às artistas Gustavo Colombini, Rodrigo Marçal, Jérémy Tomczak e Maria Carvalho Vasquez, Liberano apresentou um primeiro esboço da performance, a partir do qual novas buscas e desafios foram traçados.

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De outubro a dezembro, com toda a equipe e já na companhia de Mayara Máximo e Tomás Ribas, a performance encontrou seu gesto: uma operação poética que destitui o protagonismo do trauma, oferecendo à vida novos arranjos, discursos e sensações.

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Tal como afirma uma das passagens da dramaturgia:

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[...] no terreno da minha memória, lua esburacada, eventos inconscientes condicionam uma espécie de vida, de homem, uma espécie.

só que algo está sendo transformado agora.

[...] pra fazer do lodo flor de lótus é preciso bem imaginar; imaginar mais, imaginar melhor: um homem-encerramento, uma espécie de homem-encerramento.​​​​​​

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DdD-V2 estreou na mala voadora (Porto, Portugal), apresentando-se de 12 a 15 de dezembro de 2024 e, em 2026, realizará apresentações no Brasil.​​

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